quinta-feira, 18 de junho de 2015

Organizando uma sala para psicopedagogia

A organização de uma sala de psicopedagogia vai depender do perfil do psicopedagogo, mas esta deve compreender em um ambiente tranquilo e acolhedor para que a criança se sinta confortável e o profissional consiga desenvolver seu trabalho com sucesso.

Este ambiente poder ser uma sala, com mobílias apropriadas e tatames, ou pode ser algo mais inovador, como por exemplo um espaço em área verde. Dentre os materiais utilizados para equipar um ambiente psicopedagógicos, citarei alguns que poderão ajudar bastante na atuação deste profissional:

    Resultado de imagem para sala de psicopedagogia equipada
  •  Teste das Matrizes Progressivas Coloridas Raven;
  • Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC – III);
  • Teste Columbia de Maturidade Mental;
  •  Material para anamnese: entrevista semi-estruturada; formulários; fichas de avaliação e acompanhamento.
  • Materiais como: lápis de cor, folhas, giz de cera, canetinhas, caneta...
  • Livros que abordam temas específicos. 
  • Jogos para avaliação de algumas habilidades como: atendimento a ordens; nomeação de objetos e figuras; interação social; persistência e atenção; sequenciação e motricidade. Sugestão de alguns jogos:Caixa-encaixa; Pranchas de encaixes; Lotos; Tabua de pinos.
  • Jogo de alfabeto móvel;
  • Jogo de alfabeto ilustrado;
  • Jogo de alfabeto com figuras;
  • Jogo e alfabeto e sílabas;
  • Jogo de alfabeto de encaixe (letra cursiva);
  • Jogo de alfabeto e palavras;
  • Jogo de loto leitura;
  • Jogo de mico de palavras;
  • Jogo de baralho para classificação;
  •  Jogo de carimbos (diversos);
  •  Conjunto de viso, perceptivo com 10 jogos;
  •  Bloco de construção;
  • Conjunto de esquema corporal (quebra-cabeça);
  •  01 fazendinha;
  • 01 caixa quadrado vazado;
  • Caixa triângulo vazado;
  • Jogo de linha (matemática);
  • Jogo de numerais e quantidades 0 a 9;
  • 16 jogos de memória (diversos);
  • 02 jogos de dominó associação de idéias;
  • 01 jogo de dominó associação geométrica;
  • Jogos de dominó de frases;
  •  01 jogo de dominó de quantidades;
  • Jogo de dominó de metade;
  • Jogos de dominó de subtração;
  • Jogos de dominó de multiplicação;
  •  Jogos de dominó de divisão silábica;
  •  Jogos de dominó de horas;
  •  Jogos de dominó de divisão;
  •  Jogos de divisão de figuras e fundos;
  • Jogos de dominó de torre cor de rosa;
  • 01 casinha de encaixe;
  • 01 jogo de fantoches família branca (com 6 peças);
  • 01 jogo de fantoches família preta (com 6 peças);
  • 01 jogo de fantoches de animais (com 10 peças);
  • Ábaco de plástico;
  • Ábaco de madeira;
  • 09 jogos de seqüência lógica;
  • Blocos lógicos;
  •  Quebra cabeça (diversos);
  •  Rádio com CD;
  •  01 jogo completo de Maria Montenoria;
  • 02 baús criativos;
  • CDs de música (diversos);
  •  Fitas de vídeo (diversos);
  • Livros de histórias (diversos);
  •  01 jogo CDTECA;
  • Brinquedos diversos.

Tudo pronto, agora é só iniciar seu trabalho como muita dedicação, paciência, persistência e amor.

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Fonte: http://taismarapsicopedagoga.blogspot.com.br/2012/10/relacao-de-materiais-e-equipamentos.html

Educação Condutiva


A Educação Condutiva originou-se no ano de 1945 em Budapeste (Hungria), sendo desenvolvida pelo médico húngaro András Petö, que ancorado em seu conhecimento sobre neurologia, ortopedia e educação, delineou um novo caminho às práticas aplicadas com pessoas que têm alterações motoras. Hoje ela é desenvolvida também em outros países, entre eles,  Israel, Japão, Inglaterra, México, Estados Unidos, Alemanha, China, Suécia, Canadá e Brasil.
Conhecida também como a Pedagogia do Movimento, a Educação Condutiva é uma abordagem que visa a habilitação e reabilitação de pessoas com alterações motoras provenientes de paralisia cerebral, enfermidades degenerativas ou danos por acidente cerebral. “Sua teoria e prática estão fundamentadas no conceito da neurologia de plasticidade cerebral que reconhece a capacidade de flexibilidade do cérebro: a capacidade neuronal de reorganizar-se, de aprender a aprender”.
A proposta de Educação Condutiva considera o sujeito em sua totalidade, sem dar ênfase ao que ele não sabe fazer, mas sim objetivando suas potencialidades e estimulando-o a aprender com suas experiências.  Essa Pedagogia contribui para a inclusão social e independência biopsicossocial dos sujeitos em questão, com enfoque na força motivacional da pessoa, sua autoimagem e autoconfiança, pois permite a vivência em grupo, no mesmo tempo em que recebem atendimento altamente personalizado, sob a responsabilidade de um profissional especializado em Educação Condutiva, chamado de condutor.
As acadêmicas do curso de Pedagogia do Ifes, tiveram a oportunidade de visitar Um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Educação Condutiva, a “Associação Pássaro de Luz” localizada no município de Itajaí – SC.
Essa Associação foi fundada em 12 de março de 2006, por um grupo de profissionais e pais de crianças e adolescentes com sequelas de lesão cerebral. Preocupados com o desenvolvimento e as necessidades de aprendizagens dos seus filhos, esse grupo buscou formas diferenciadas de atender e trabalhar com seus filhos visando também a qualidade de vida dos mesmos.
A Associação oferece atendimento à bebês, crianças, adolescentes e adultos através de programas de Educação Condutiva com atendimento especializado para pessoas com alterações neuro motoras (Paralisia cerebral, Ataxia, Esclerose múltipla, Parkinson, Mielomeningocele, Lesões medulares, Traumatismo craniano, AVC).
A equipe é composta por profissionais coordenados por um condutor especialista em Educação Condutiva. A Associação oferece formação aos profissionais que atuam na entidade totalizando 104h anuais de capacitação.
Os pais e familiares das pessoas atendidas também são orientados e acompanhados pela entidade.
Observa-se que o trabalho realizado na Educação Condutiva exige que o profissional se dedique integralmente, não apenas buscando o conhecimento científico, mas refletindo sobre seus métodos e estratégias, buscando aperfeiçoamento contínuo do seu trabalho. Existe três características fundamentais do profissional de Educação Condutiva: paciência, persistência e amor pelo que faz!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Tratamento para dislexia



A partir do Glossário foi escolhida a dislexia para conhecer seu tratamento.

O diagnóstico é realizado por uma equipe interdisciplinar, formada por professor, pedagogo, psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo. Antes de afirmar que a pessoa é disléxica, é necessário ter certeza que o paciente não sofre de deficiência visual, auditiva, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos, pois esses problemas também interferem na aprendizagem e afetam a alfabetização do aluno.
Resultado de imagem para tratamento para dislexiaO tratamento tem que vir ao encontro das necessidades individuais do paciente, não havendo terapia exclusiva para todos os disléxicos.  Também não existe nenhum medicamento específico que possa curar a dislexia, por isso só é indicado medicar, quando há outros fatores envolvidos, como transtornos de atenção e problemas comportamentais.
Tratar a dislexia demanda muita persistência, pois é um processo longo. Ela não tem cura, mas auxilia o paciente quanto às suas limitações, permitindo uma melhora progressiva e evitando, assim, que sofra problemas sérios relacionados à autoestima e socialização.

Como professor, é necessário conhecer algumas dicas para o tratamento da dislexia no cotidiano:

  • Trate o aluno disléxico com naturalidade;
  • Use linguagem direta, clara e objetiva quando falar com ele;
  • Fale olhando diretamente para ele;
  • Traga-o para perto da lousa e da mesa do professor;
  • Verifique sempre e discretamente se ele demonstra estar entendendo a sua exposição;
  • Certifique-se de que as instruções para determinadas tarefas foram compreendidas por ele;
  • Observe discretamente se ele fez as anotações da lousa e de maneira correta antes de apagá-la;
  • Observe se ele está se integrando com os colegas;
  • Estimule-o, incentive-o, faça-o acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro;
  • Sugira-lhe “dicas”, “atalhos”, “jeitos de fazer”, “associações”, que o ajudem a lembrar-se de, a executar atividades ou a resolver problemas;
  • Não lhe peça para fazer coisas na frente dos colegas, que o deixem na berlinda: principalmente ler em voz alta;
  • Prefira os métodos indutivos aos dedutivos, pois em geral, o disléxico tende a lidar melhor com as partes do que com o todo.
  • Permita, sugira e estimule o uso de gravador, tabuada, máquina de calcular, recursos da informática, entre outros;
  • Permita, sugira e estimule o uso de outras linguagens. 




Fontes:
 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Glossário

Olá leitores! Hoje iremos conhecer alguns termos utilizados nos momentos de avaliação psicopedagógicas  e/ou que se referem as dificuldades e/ou distúrbios de aprendizagem

  • Dificuldades de aprendizagem: É caracterizado pelo resultado substancialmente abaixo do esperado no desenvolvimento de elementos básicos como: a escuta, fala , leitura, escrita, raciocínio lógico e habilidades matemáticas. Muitos são os fatores que contribuem para que o aluno tenha dificuldade de aprendizagem, os principais são: baixa motivação, fatores econômicos, problemas no núcleo familiar, má alimentação, baixa qualidade do sono, salas superlotadas, deficiência profissional, e outros. 

  • Distúrbios de aprendizagem: A expressão distúrbios de aprendizagem teria o significado de “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural da aprendizagem”, obviamente localizada em quem aprende. Portanto, um distúrbio de aprendizagem obrigatoriamente remete a um problema ou a uma doença que acomete o aluno em nível individual e orgânico.
  • Problemas de aprendizagem: São situações difíceis enfrentadas pela criança com um desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirrepetentes).
  • Agnosia: Consiste no desgaste da capacidade para reconhecer ou identificar objetos, pessoas, sons, formas. Esta está normalmente associada a deficiência neurológicas do sistema nervoso.
  •  Agrafia: É uma incapacidade para traduzir as idéias por escrito, apesar de não haver nenhum comprometimento psicomotor, da fala ou da compreensão. A linguagem escrita, como uma das formas de expressão do pensamento, pode apresentar alterações significativas.
  • Anamnese: Interrogatório do médico ao paciente procurando detalhes que possam auxiliar no diagnóstico de uma doença ou patologia. Em outras palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente.
  • Anomia: Para a psicologia e a sociologia, a anomia é o conjunto de situações que resultam da carência/ausência de normas sociais ou da sua degradação. O conceito também pode fazer referência à ausência de lei ou ao distúrbio da linguagem que impede de chamar as coisas pelo seu nome (dicção patológica).
  • Cinestesia: É definida como sendo qualquer informação postural, posicional, encaminhada ao sistema nervoso central pelos receptores encontrados em músculos, tendões, ligamentos, articulações ou pele. Em outras palavras, é a consciência dos movimentos produzidos pelos nossos membros.
  • Consciência fonológica: É a capacidade de separar as palavras em suas menores unidades, em sílabas e em fonemas.
  •  Coordenação viso-motora: Consiste no controle do movimento dos olhos. A coordenação viso-motora resulta na direção intencional dos olhos para alguma direção; controle rigoroso e preciso dos músculos extra oculares; acuidade visual, ou seja, na capacidade de ver e diferenciar objetos apresentados no campo visual com significado e precisão.
  • Desorientação visoespacial: É a perda da habilidade de execução de tarefas visualmente guiadas, na perda da capacidade de interpretação de mapas e de localização na vizinhança ou mesmo dentro de casa.
  • Disartria: É a dificuldade de utilizar os músculos da fala, ou fraqueza destes. Embora disartria pareça ser um problema de linguagem, é realmente um problema motor. Pode ser causada por danos no tronco cerebral ou às fibras nervosas que ligam a camada externa do cérebro ao tronco cerebral.
  •  Discalculia: É uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números.
  • Disgrafia: É uma deficiência na habilidade para escrever primeiramente em termos de caligrafia, mas também em termos de coerência. É um Transtorno da escrita, de origens funcionais, que surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afetivo, onde não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita.
  • Dislalia: É um distúrbio de fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras e pela má pronunciação, seja omitindo, acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas.
  • Dislexia: É uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração, que pode podendo ser acompanhada de outras dificuldades. Não é uma doença e sim uma formação diferenciada do encéfalo que acarreta problemas na aprendizagem escolar, pela dificuldade em decodificar os códigos que lhe são enviados durante os estudos.
  • Disortografia: é a dificuldade em aprender e desenvolver a habilidade da linguagem escrita expressiva. Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dislexia.
  • Disgnosia: é a dificuldade ou alteração na percepção das coisas e sua interpretação.
  •  Ecolalia: No período do balbucio, a ecolalia está bastante presente, a criança repete o mesmo som, repetitivamente. É também comum em alguns pacientes com perturbação de Gilles de la Tourette e Esquizofrenia do tipo catatônico. Alguns casos de Autismo também apresentam ecolalia muito parecido com os das crianças em fase de crescimento.
  •  Enurese: É o ato de urinar involuntariamente. Pode ser causada por vários fatores. Estes incluem desordens nos rins, bexiga, uretra ou falta de controle dos músculos que liberam a urina, além de ser associada com fatores neurológicos. A Enurese noturna é normal em crianças de cinco a sete anos, pois faz parte do desenvolvimento da criança.
  • Esfíncter: É uma estrutura, geralmente um músculo de fibras circulares concêntricas dispostas em forma de anel, que controla o grau de amplitude de um determinado orifício. Três esfínteres, em especial, merecem mais atenção: o esfínter cárdico, o esfínter anal e o esfínter pilórico que faz comunicação entre o estômago e o duodeno
  • Espaço–temporal: É a capacidade que o indivíduo tem de situar-se e orientar-se em relação aos objetos, às pessoas e ao seu próprio corpo em um determinado espaço. É saber localizar o que está à direita ou à esquerda; à frente ou atrás; acima ou abaixo de si, ou ainda, um objeto em relação a outro.
  •  Etiologia: é o estudo das causas. Uma espécie de ciência das causas. Não há que se falar em Etiologia como termo restritivo de uma ciência isoladamente.
  •  Gagueira ou Tartamudez: É uma perturbação na fluência e padrão de tempo normais da fala, impróprio à idade do indivíduo, caracterizada por ocorrências comuns de um ou mais dos seguintes aspectos: Repetições ou prolongamentos frequentes de sons ou sílabas.
  • Hipercinesia: Excesso de movimentação de um órgão e/ou região específica do corpo, com maior extensão e rapidez desses movimentos, chegando ao estado patológico.
  • Hipocinesia: Ao contrário da hipercinesia, a hipocinesia consiste na diminuição de atividade funcional, nos organismos vivos.
  • Impulsividade: É o ato de agir por impulso, sem cautela, sem análise. A impulsividade pode levar a fazer coisas das qual a pessoa depois se arrepende.
  • Lateralidade: é a predisposição à utilização preferencial de um dos lados do corpo, reconhecendo como direita e esquerda.
  • Linguagem tatibitate: É um distúrbio de fonação que se conserva voluntariamente a linguagem infantil. Geralmente tem causa emocional e pode resultar em problemas psicológicos para a criança.
  • Memória cinestésica: É a capacidade da criança reter os movimentos motores necessários à realização gráfica. À medida que a criança entra em contato com o universo simbólico da leitura e escrita, vão ficando retidos em sua memória os diferentes movimentos necessários para o traçado gráfico das letras.
  • Mudez: É uma deficiência que indica incapacidade total ou parcial, de produzir
  • Rinolalia: Caracteriza-se por uma ressonância nasal maior ou menor que a do padrão correto da fala. Pode ser causada por problemas nas vias nasais, vegetação adenóide, lábio leporino ou fissura palatina.
  • Ritmo: sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. / Movimento regular e periódico no curso de qualquer processo; cadência.
  • Percepção: É o ato, efeito ou capacidade de perceber alguma coisa. Para a psicologia, a percepção consiste em uma organização e interpretação dos estímulos que foram recebidos pelos sentidos e que possibilita identificar certos objetos e acontecimentos. A percepção tem duas etapas, a sensorial e a intelectual. As duas se complementam, porque as sensações não proporcionam uma visão real do mundo, e devem ser trabalhadas pelo intelecto.
  • Atenção: É um processo cognitivo pelo qual o intelecto focaliza e seleciona estímulos, estabelecendo relação entre eles. A todo instante recebemos estímulos, provenientes das mais diversas fontes, porém só atendemos a alguns deles, pois não seria possível e necessário responder à todos.
  • Memória: É a capacidade de aquisição, armazenamento e recuperação das informçoes disponíveis, seja internamente, no cérebro, o que chamamos memória biológica, ou externamente, em dispositivos artificiais também chamados memórias artificiais.
  • Transtorno do déficit de atenção e Hiperatividade: É um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que surge na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele é caracterizado por alguns sintomas como: desatenção, inquietação e impulsividade.

Fontes: